Amor...
Que me violenta de todo jeito!
Tortura meu ser profunda e lentamente,
Atormenta meu corpo e minha mente,
Escraviza-me neste sentimento doentio.
Funesto, cruel, destruidor!
Penetra em minha alma de forma voraz,
Devasta minha vida e demente me faz,
Com prazer me torna dependente de ti.
Avassalador, nefasto, brutal!
Deixa-me destruída emocionalmente,
Como escória de gente e um trapo inútil,
A mendigar tua atenção continuamente.(Hadassa Bergamo)
Estou doente de amor!
A inapetência é meu cardápio predileto,
Cada dia a balança registra seu sucesso,
Carente de sua presença seco por dentro,
As energias se dissipam ao vento
E a fadiga toma conta de mim.
Suores e calafrios se alternam na excitação,
A febre me consome, ardendo intensamente.
Sinto dores no corpo, alma e coração.
Se me amasse assim na mesma proporção,
Não estaria à mercê deste amor doente.
A saudade dói profundamente,
Sai do âmago e toma todo o meu ser,
Sofro como louca, sucumbindo em meu manto
De chagas...
Quase morta, agonizando, questiono gemendo:
Porque este amor insano?(Hadassa Bergamo)
Oh! Meu jardineiro fiel...
Tantas vezes me nutriste com teu néctar vital,
e enterrado agora jazes em tua morada eterna...
Doar-me-ei a ti como grinalda,
Serei o adorno do teu singelo sepulcro
E sangrarei até ver-te ressurgir!
Suga-me até saciar a sede da morte,
Torna-te um comigo nesta simbiose telúrica...
Vem para tua flor, porque sem ti nada sou!(Hadassa Bergamo)
A chuva cai...
Como sempre caiu, ao longo dos anos...
Nunca pensei que fosse senti-la tanto.
Sentir seu cheiro, cheiro de terra molhada;
Ouvir seu barulho, sinfonia para minha alma;
Ver sua imagem, surrealismo maravilhoso;
Viver a emoção de um dia de chuva!
Em uma terra distante,
abrigada por um guarda-chuva,
aconchegada por teu abraço,
protegida por tua presença,
aquecida pelo calor do teu corpo.
Caminhar contigo... Na chuva, AMOR DA MINHA VIDA!(Hadassa Bergamo)
Te amo na essência...
Te amo na poesia...
Te amo na distância...
Te amo na sabedoria...
Te amo no tempo...
Te amo na diferença...
Te amo na ausência...
Te amo na presença...
Te amo na chegada...
Te amo na partida...
Te amo na entrada...
Te amo na saída...
Te amo no começo...
Te amo no processo...
Te amo eternamente!!!(Hadassa Bergamo)
Saciar tua fome irei, meu homem,
Entregar-me a ti completamente.
Concretizar nossos sonhos secretos.
Amar-te loucamente em cada instante,
Rompendo o tempo, a distância e a circunstância.
Seremos só nós dois e nosso amor.
E quando chegar a hora da partida,
Que não haja uma despedida.
Que nosso amor possa curar a ferida,
Da ausência de dois corpos amantes.(Hadassa Bergamo)
Sinto falta do seu jeito de andar, ansioso a me procurar.
Sinto falta do seu abraço apertado e nesse aconchego eu me entregar.
Sinto falta dos seus lábios molhados, nos meus colados e na troca salivar.
Sinto falta de suas mãos macias, a me acariciar.
Sinto falta de sua voz, aos meus ouvidos sussurrar.
Sinto falta de seu cheiro gostoso que me faz delirar.
Sinto falta dos seus pés brincando com os meus, como uma forma de amar.
Sinto falta de seu corpo no meu, em uma simbiose perfeita, desenhada por Deus.
Sinto falta de você...
Sinto falta de caminhar abraçada com você.
Sinto falta de compartilhar o pão de cada dia com você.
Sinto falta de dividir o cobertor das noites frias com você.
Sinto falta de apreciar a arte com você.
Sinto falta de banhar com você.
Sinto falta de chorar com você o nosso destino.
Sinto muita falta de você!(Hadassa Bergamo)
Quero engolir-te por inteiro,
Desejo comer-te!
Tornar-me uma em ti.
Sugar-te até fartar minha sede.
Deixa devorar-te!
Saciar minha fome de ti.
Não agüento mais a minha abstinência...
Estou sedenta!
Estou faminta!
Em troca, penetra-me, por favor...
Consome-me, me inunda com teu amor.
Imploro-te, não me deixes agora...
Permanece dentro de mim por mais uma hora!
Quero teu falo teso atravessando-me a garganta,
Sufocando meu grito de gozo que se agiganta...(Hadassa Bergamo)